Projeto coordenado pela UFMG, com apoio da Fundep, avalia a saúde bucal do brasileiro. Meta é avaliar 50 mil moradores de 400 municípios, em equipe que envolve 900 profissionais

O Brasil deve conhecer, ainda em 2023, o retrato da saúde bucal no País. É quando uma equipe formada por 900 profissionais de saúde e coordenados pela Faculdade de Odontologia da UFMG entregam os dados finais do Levantamento Epidemiológico de Saúde Bucal, que promove a visita de agentes de saúde em domicílios de mais de 400 municípios de todo o País, incluindo as capitais, com o objetivo de avaliar a saúde bucal da população e elaborar uma base de dados capaz de subsidiar o desenvolvimento de políticas públicas para o setor.

Realizado pelo Ministério da Saúde a cada 10 dez anos, o levantamento epidemiológico de saúde bucal, inserido no Programa de Fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), é coordenado pela UFMG, com o apoio da Fundep. São cerca de 900 profissionais envolvidos no estudo, entre agentes e coordenadores municipais de saúde, auxiliares de saúde bucal e dentistas, que detectam doenças como cárie, acometimentos periodontais, necessidade de próteses dentárias e de atendimentos de urgência/emergência.

A visita domiciliar inicia-se com um levantamento socioeconômico e entrevistas. Na sequência os moradores do domicílio são submetidos a exames bucais. Os domicílios visitados são escolhidos por meio de sorteio aleatório. A proposta é formar um banco de dados que possa subsidiar a promoção de políticas públicas no setor de saúde para os próximos dez anos.

Agentes de saúde antes da visita aos domicílios

O treinamento das equipes e a avaliação dos resultados são feitos com o apoio de professores e pesquisadores de todo o País, que têm a expectativa de atender mais de 50 mil pessoas ao longo do levantamento.

Em resultado preliminar, apurado no primeiro trimestre de 2023, pode-se detectar que entre as principais ocorrências que acometem os brasileiros estão a cárie dentária e a necessidade de uso de próteses, que demanda apoio profissional na atenção primária aos que as utilizam.

Por outro lado, na avaliação da professora da Faculdade de Odontologia da UFMG e Coordenadora do Projeto, Andrea Vargas, a saúde bucal do brasileiro apresentou melhoras em alguns aspectos nos últimos anos. “Houve a ampliação ao acesso a tratamentos odontológicos e a diminuição no CPOD - número de dentes permanentes cariados, perdidos e obturados - em crianças aos 12 anos de idade, correspondendo a 1,6% dos casos”, diz.

Segundo Andrea Vargas, em relação ao uso de próteses dentárias, comparando o censo de 2010 e as coleta de dados atual, houve o aumento em 12% ao acesso do tratamento em adultos. Em relação aos idosos que as utilizam, o aumento foi de 16%. O levantamento tem a previsão de ser divulgado pela UFMG ao Ministério da Saúde no segundo semestre de 2023, após as análises do banco de dados e elaboração do material.

Título: Levantamento Epidemiológico de Saúde Bucal (Programa Fortalecimento do Sistema Único de Saúde - SUS.

Descrição: Conhecer as condições de saúde bucal da população brasileira, subsidiar o planejamento e a avaliação das ações e serviços junto ao Sistema Único de Saúde e manter uma base de dados eletrônica para vigilância à saúde da política nacional de Saúde Bucal.

Coordenação:  Andrea Maria Duarte Vargas

Execução: Faculdade de Odontologia da UFMG

Financiador: Ministério da Saúde

Data de início: 26/12/2018

Término previsto: 20/12/2023