
19 de agosto de 2026
Estudo do Cedeplar mapeia cadeias produtivas estratégicas do Programa Nova Indústria Brasil
Projeto apoiado pela Fundep é produzido em parceria com a Cepal e o governo federal. Documento indica as regiões mais promissoras e subsidia políticas voltadas à desconcentração do desenvolvimento produtivo
Levantamento desenvolvido por pesquisadores do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da UFMG identificou a distribuição territorial das cadeias produtivas consideradas estratégicas pela política Nova Indústria Brasil (NIB) e indicou as regiões do país que reúnem melhores condições para ampliar sua participação nesse processo. Produzido em parceria com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), em cooperação com o governo federal, o trabalho oferece um mapa inédito da política industrial brasileira e pretende subsidiar políticas voltadas à desconcentração do desenvolvimento produtivo. A Fundep faz a gestão administrativa-financeira do projeto, que é financiado pela Fapemig.
Lançada em 2023, a NIB estabeleceu seis missões para guiar o esforço de fortalecimento de cadeias produtivas consideradas estratégicas para o desenvolvimento nacional: agroindústria sustentável; complexo econômico-industrial da saúde; infraestrutura e mobilidade; transformação digital; bioeconomia e transição energética; tecnologias para soberania e defesa. O estudo da UFMG foi o primeiro a identificar, de forma sistemática, quais atividades econômicas compõem essas cadeias e como elas estão distribuídas no território brasileiro.
Segundo o professor João Prates Romero, do Cedeplar, nos documentos iniciais da NIB foram definidas as missões e as cadeias prioritárias, mas não estava claro quais atividades econômicas integravam cada uma delas. “O estudo ajuda justamente a preencher essa lacuna e fornece uma base mais precisa para orientar as políticas públicas”, afirma o autor principal do trabalho.
Cadeias e atividades
Os pesquisadores relacionaram as cadeias produtivas da NIB à Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). A partir desse cruzamento, analisaram dados de emprego, comércio exterior, complexidade econômica e distribuição espacial das atividades produtivas. O trabalho abrangeu as 510 regiões imediatas do país (conjunto de municípios envolvidos pelas atividades principais) e 1.332 setores (subclasses da CNAE), o que resultou em um retrato pormenorizado da estrutura industrial brasileira.
Saiba os detalhes desse levantamento clicando aqui.
Com informações da UFMG.

