
14 de agosto de 2026
Estudo revolucionário conduzido por cientistas brasileiras pode trazer inovações na prevenção à malária
Pesquisa publicada na revista Nature abre caminho para a produção de uma vacina universal contra a doença
Um estudo realizado por pesquisadoras do CTVacinas, Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG, abre novos caminhos para o desenvolvimento de imunizantes contra a malária. Liderado pelas pesquisadoras Camila Barbosa e Luna Lacerda, primeiras autoras, e Caroline Junqueira, autora sênior, o artigo identificou antígenos capazes de gerar proteção mais ampla, duradoura e eficaz. Ao revelar um mapa inédito de alvos imunológicos, a pesquisa detectou componentes do parasita do gênero Plasmodium capazes de despertar uma resposta protetora dos linfócitos T, que são células de defesa que podem ser ativadas pelas vacinas. Com isso, além de apresentar novas formas vacinais, os resultados também apresentam uma alternativa para o desenvolvimento de um imunizante eficaz contra a variação de malária predominante no Brasil.
A pesquisadora ressaltou que os resultados obtidos são fruto de 15 anos de trabalho, apresentando descobertas inéditas. Ela explicou os principais desafios, um deles envolvendo a impossibilidade de cultivar o Plasmodium vivax, protozoário causador da malária, em laboratório. Assim, foi fundamental a participação de pessoas com malária que doaram sangue para a investigação. Caroline exaltou a expertise do CT Vacinas no desenvolvimento da candidata vacinal contra a covid-19 SpiN TEC neste momento. Ela revelou que o grupo testou vários candidatos a imunizantes em camundongos e um deles mostrou bom potencial, já tendo sido testado em primatas não humanos posteriormente. O estudo também chama a atenção pelo protagonismo das mulheres, que funciona como um motivador a todas, é o que deseja a cientista.
As informações foram compartilhadas por uma das autoras do estudo, Carolina Junqueira, em entrevista ao programa Conexões, da Rádio UFMG Educativa. Clique aqui para acessar.

